O universo do sobrenatural é fascinante. Bruxas, vampiros, demônios, lobisomens, viagens no tempo… O inexplicável sempre permeou a cultura popular no cinema, na literatura e até na música. Somos seduzidos por heróis cheios de poderes, por seres mitológicos e por fantasmas, que ao mesmo tempo que podem causar estranheza nos proporcionam um doce escapismo da realidade que na maioria das vezes é tão difícil de engolir.

Não é de hoje que vampiros caíram no gosto dos amantes da ficção e da fantasia. Muitos autores (alguns famosos como Alexandre Dumas, H.G. Wells e Lord Byron) chegaram a inserir tal criatura em seus textos, fossem contos, novelas ou romances, mas foi Bram Stoker que criou o mito que conhecemos atualmente e que foi usado de inspiração para muitas outras obras.

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Presas afiadas, sede por sangue, impossibilidade de sair ao sol, força extrema, imortalidade, palidez… todas essas características se repetem na maioria das histórias vampirescas, embora, com o passar do tempo, autores tenham adaptado seus personagens e criado novas lendas, modernizado e evoluído-os. Temos vampiros que brilham no sol; alho não os enfraquece mais; anéis enfeitiçados os possibilitam sair à luz do dia… e por aí vai.

Apesar de Anne Rice ter cativado milhares de leitores com seu Lestat, foi Stephenie Meyer que trouxe de volta com força total a sedução dos vampiros, embora sua obra seja controversa e não tenha agradado todos os fãs do gênero.

Durante toda a euforia de Crepúsculo, porém, uma autora americana, chamada Deborah Harkness, decidiu criar também sua versão de vampiro. Desta vez, em um romance que mistura a mitologia desta criatura com bruxas e demônios, chegando a flertar com viagem no tempo.

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Alguns mais críticos poderão torcer o nariz, porque, sim, o público alvo do livro é o feminino. Há uma boa dose de romantismo, amor proibido e amantes predestinados; contudo, há uma atmosfera Dan Browlesca (se me permitem a criação da expressão), uma vez que nosso vampiro neste caso possui mais de 1500 anos e é biomédico, tendo tido acesso a Darwin, Isaac Newton, dentre outros. Há uma mistura muito gostosa de ficção com realidade nesta obra, onde a autora utiliza de momentos históricos e nomes de cientistas já conhecidos ligando-os à alquimia e a estudos sobre o oculto. Também há menção aos Cavaleiros Templários, além de outros deleites para os amantes de história, manuscritos antigos e secretos, uma congregação poderosa, origem e equilíbrio de espécies, além de conceitos interessantes para as criaturas inseridas.

Confesso que eu tenho este livro há algum tempo, porque a sinopse me fascinou de cara, porém, estava parado na estante até que foi anunciada uma adaptação para uma série do canal Sky One. Então, como eu tenho preferência por ler antes de assistir, catei o livro na prateleira e fui acompanhando os episódios conforme avançava na leitura.

E foi uma forma bem gostosa de imergir no universo criado por Harkness. Conforme eu lia e assistia às cenas (que são bem fiéis, diga-se de passagem, com algumas alterações necessárias, como inserção de personagens e tramas de forma não linear), fui me apegando mais aos personagens e à história, o que me proporcionou uma experiência que foi um deleite.

Mas vamos à história de A DESCOBERTA DAS BRUXAS

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O livro e a série contam sobre Diana Bishop (interpretada por Teresa Palmer), uma historiadora que está prestes a conquistar uma posição de prestígio na Universidade de Oxford (Inglaterra), mas, para isso, ela precisa apresentar em texto uma palestra e concorrer ao cargo.

Disposta a realizar o trabalho, ela se empenha em uma pesquisa profunda, onde utiliza de um livro chamado Ashmole 782, sem saber que se trata de um exemplar desaparecido há séculos, ao qual apenas ela tem acesso por intermédio de sua magia. O problema é que Diana, apesar de ser uma bruxa, está em total descontrole de seus poderes, e este livro é cobiçado por várias outras criaturas, pois seu conteúdo é extremamente perigoso para as espécies.

Perseguida, então, por seres que desejam descobrir informações que só ela sabe, Diana se vê obrigada a aceitar a proteção de um vampiro milenar, o professor Matthew Clairmont (interpretado por Matthew Goode), por quem acaba se apaixonando.

A primeira temporada da série conta com 8 episódios e devido ao sucesso, tornando-se o programa de maior audiência de seu canal, foi renovada por duas temporadas. Tudo indica que cada uma delas representará um livro, afinal, trata-se de uma trilogia.

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Clique aqui para saber mais sobre o livro.

 

Por Bia STORYTELLER, Autoreload.

 

 

 

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