Um LINK com o passado

Direto de Hyrule e região!

Nós, os “Zeldistas” de raíz, não nos importamos mais com as piadinhas alheias, até tiramos sarro junto. Bom mesmo é ver a franquia que tanto amamos evoluir e se manter por tantos anos. A cada geração nova de consoles, aguardamos ansiosos por mais um título e novas experiências.

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Agora eu voltarei ao primeiro jogo da franquia que tive a oportunidade de jogar, A Link To The Past, do SNES. Era 1995; eu tinha 9 anos, ganhei meu Super Nintendo. O console veio com 2 controles e uma fita do Super Mario World, imaginem a felicidade. Na época, alugávamos fitas na locadora, e era de fato muito bom ‒ um preço justo por um curto período de tempo, e nos permitiam desfrutar de diversos títulos disponíveis. Naquela época era realmente difícil de se conseguir um jogo original e de qualidade, então, a opção de locar era a alternativa mais viável para nós, mortais.

Foi quando um escudo na capa me chamou atenção, e eu me perguntei: será que é legal?

Legend of Zelda ‒ o nome não chamava atenção, então, o que poderia haver de tão interessante na lenda da Zelda, e porque eu deveria alugar aquilo? Não sei, simplesmente resolvi arriscar e acabei em um jogo no qual eu não entendia nada, pois não falava inglês, não existia Google nem qualquer outra ferramenta que pudesse me ajudar a resolver alguns puzzles. O que eu fazia? Copiava tudo que os NPC’s falavam para um caderno, com a dificuldade de quem mal falava português, depois, palavra por palavra, ia traduzindo em um dicionário Inglês/Português. Formava uma frase sem sentido no caderno, tentava colocar algum rumo naquela conversa aleatória e depois de 30 minutos perdidos empenhado naquela tarefa, eu descobria que a galinha de alguém tinha fugido, ou que em algum lugar do mapa haveria algo escondido… Digamos que, não era bem a informação que eu precisava, estava perdido, não sabia o que fazer!

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Chegava domingo, eu ainda não tinha evoluído em nada no jogo, e segunda feira de manhã eu  tinha que devolver a fita na locadora, mas eu fazia isso na esperança de alugá-la na próxima sexta e continuar a minha saga. Mas, na maioria das vezes, alguém jogava durante a semana e apagava meu “save”, e eu tinha que começar do zero.

Perdi a conta de quantas vezes comecei A Link To The Past do início. Se eu tivesse mantido essa maratona, hoje eu seria o maior speed runner da galáxia!

Mas o Natal chegou e com ele veio meu pedido: “Pai, eu quero um jogo original”. Ele quase caiu de costas, porque, além do preço altíssimo, ainda tínhamos outro fator: não era fácil achar uma fita do Super Nintendo em lugar nenhum da cidade.

Mas para a minha surpresa, meu pai me presenteou com um cartucho original e a minha aventura realmente começou; mas começou para nunca mais parar uma das minhas maiores paixões, o menino do gorro verde conhecido por ZELDA.

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The Legend of Zelda – A Link To The Past é o terceiro jogo da série e foi lançado em 1991, sob os cuidados do diretor Takashi Tezuka (Designer de de séries como Mario, Zelda, Pikimin e Animal Crossing). Na época estava sob a produção do pai de todos, Shigeru Miyamoto, além de outras lendas como Yoshiaki Koi (19 projetos de 1991 até 2017) e Koji Kondo, que desde 1984 é compositor da BigN.

A Link To The Past é um jogo de ação-aventura que introduziu The Legend of Zelda no hall da fama dos melhores títulos. Com os poucos recursos que havia na época, a Nintendo conseguiu reproduzir nos mínimos detalhes a sutileza da história, efeitos de medalhões, mecânicas de chefões e uma quantidade variada de itens e acessórios que são adquiridos à medida que as dungeons e quests são alcançadas.

Sendo assim, estamos falando de um game obrigatório para ser jogado no SNES, com aventura, muitos puzzles e um enredo matador, tão matador que alguns itens, como por exemplo o “HookShot” que é usado em várias séries, teve sua primeira aparição por aqui, entre outros detalhes criativos, como cajados mágicos, boss ao final de masmorras, medalhões poderosos, capa da invisibilidade, músicas icônicas, a Master Sword,  masmorras com mecânicas únicas que são replicadas até hoje.

ALTTP possui um mapa gigante para a época, que ia sendo liberado conforme algumas ações eram feitas pelo jogador, como o término de missões, coleta de novos itens, ou ao final de masmorras, além, é claro, de possuir duas versões a “Light World” e a “Dark World”, que possibilitava a viagem entre mundos através de portais e um espelho!

A progressão não para por aí; é possível evoluir armas e equipamentos através de ferreiros e fadas, aumentar sua magia com criaturas estranhas, coletar corações e seus pedaços espalhados pelo mapa, viajar rapidamente de um local para o outro usando um pássaro, entre outras coisas fantásticas.

Se você nunca jogou, vá até a cachoeira no reino dos Zora’s, pegue o seu pé de pato e mergulhe nesse capítulo que deu vida a uma geração de jogos!

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Deixarei aqui alguns “LINK’S” (Sim é uma piadinha) para encerrar o texto e dizer a vocês que, “Nintendismos” à parte, The Legend of Zelda é a melhor franquia já criada na galáxia! ^^

  • Orquestra Sinfônica gravando o tema principal no aniversário de 25 anos.
  • Encorajando novas gerações.
  • Na data desta matéria, o recorde mundial ALTTP Any% é do player Xelna, de 1h 23m 10s.
  • A SGS organiza frequentemente campeonatos de SpeedRun de ALTTP, é só acompanhar a agenda no perfil deles.
  • Zelda Reorchestred é uma orquestra que roda o mundo tocando os temas da franquia. No site oficial é possível até comprar uma Batuta igual à usada em Wind Waker 😀
  • O site Heros Armory vende chaves. Isso mesmo, a chave que você usa para abrir a porta da sua casa, porém, as chaves possuem temas de jogos, incluindo Zelda com a Master Sword e o Hylian Shield.

Eu não ganho nada pelo merchan, mas poderia!! (Olha a dica aí kkkk)

Abraços e até o próximos Golden Bits.

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