Slipknot – “Não somos da sua laia”

E qual seria a sua? Vamos falar sobre o melhor álbum de metal do ano, talvez um dos melhores no geral. Ou é exagero?

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Confesso que não conhecia muito de Slipknot por frescura de adolescente. Tinha preconceito, porque na época do hype bruto, Slipknot e Avenged Sevenfold eram bandas que agradavam os mais jovens. Mas a gente cresce, amadurece e graças a Odin mudamos de opinião. Eu gosto muito de música e tudo que envolve, e também é o meu trabalho, então, ouço tudo que tá rolando na indústria, até para saber o que se passa e também como ferramenta social.

Vamos começar a review e avaliação do mais recente álbum do Slipknot, We Are Not Your Kind. Ele me chamou a atenção pelas altas notas dadas pelas mídias especializadas. Então fui conferir, e realmente é bom. Confesso que ultimamente tem sido difícil encontrar álbuns bons de metal. O último de que me lembro é o Rainier Fog do Alice in Chains de 2018. O que aconteceu com as bandas de metal?

Prometo entregar um review menos técnico, até porque não me acho capaz disso. Vou fazer de forma sensitiva, como um ouvinte qualquer.

O CD começa com a introdução Insert Coin e em seguida já te oferece a melhor faixa do álbum Unsainted. Com backing vocals líricos, parecendo um coro de igreja no começo e também no refrão, nosso homem, Corey Taylor, te convida para uma missa satânica. O clipe mostra isso, com uma temática visual parecida com a nossa queridinha banda Ghost. Que música boa, que refrão bom, que riff gostoso. É um soco na sua cara.

A letra fala sobre a Igreja. Críticas e mais críticas sobre a hipocrisia e sobre não ter salvação para a alma. É praticamente uma carta aberta da banda para Deus ou Jesus.

Essa parte em 03:20 é muito boa

Did you think you could win?
And fill me in?
Did you think you could do it again?
I’m not your sin
I was all that you wanted and more
But you didn’t want me
I was more than you thought I could be
So I’m setting you free
I’m setting you free

Depois dessa porrada na cara, o CD continua rápido e pesado com Birth of The Cruel.

No meio do CD, tem músicas mais paradas com o vocal limpo do corey.

As duas ultimas te passam uma sensação de “fim da missa”, com gostinho de quero mais.

Solway Firth termina o álbum com um clipe e trechos da serie The Boys. Caso não tenha assistido ainda, recomendo.

Em resumo, depois de cinco anos a banda conseguiu entregar um CD coeso, pesado, bem feito, agradável. No ponto, sem mais nem menos. Com a bateria e as guitarras alinhadas. Ate as firulas das percussões e do DJ fazem sentido.

Espero ter agradado a todos, principalmente os Maggots (fãs) de Slipknot. Com isso termino meu primeiro review aqui no site. Aguardo o feedback de vocês, caros leitoras e leitores.

Prometo trazer mais reviews sobre álbuns, bandas e coisas que envolvem esse mundo que tanto amo. Obrigado e até o próximo.

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