CHILDREN OF MORTA

A estranha família Bergson!

 

Children of Morta, desenvolvido pela Dead Mage e distribuído pela 11 Bit Studios, é um jogo que começa na mágica residência da família Bergson. Guiada pela avó, a família precisa desenvolver algumas tarefas para acabar com a “corrupção” e devolver a paz às terras de Morta.

Certo, até aqui nada de novidades, porém, temos como aliados para derrotar o mal a família Bergson, e é aqui que a parte boa começa. O estúdio nos forneceu 6 Bergsons jogáveis e apenas 1 está disponível no primeiro momento. A sacada do jogo está na narrativa que, a cada morte, te fornece um avanço na história, como se uma recompensa pelo seu esforço fosse adquirida. “Não se frustre pela morte, vamos te dar um pedaço da história”.

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E eles levaram a sério a parte em que eu digo “história”. A narrativa é muito bem feita e envolvente, talvez até seja este o real motivo de eu estar aqui, contando isso para vocês. Children of Morta, apesar de ser um Rogue-Like, não tem uma gameplay parecida com Dead Cells, por exemplo; ele é muito mais simples e consiste em andar e atirar, ou andar e bater com a espada, seja com WASD ou com o analógico.

Não espere grandes jogadas como em outros games do estilo. Mas a simplicidade, em comparação aos outros, não faz de Children of Morta um game monótono; ele possui shrines, puzzles, baús, missões nas dungeons, salas com desafios de waves de monstros entre outras coisas. A dificuldade existe, acredito até que o jogo force o jogador a morrer em determinados momentos; não vou afirmar, mas morrer é necessário para a história, que, aliás, é muito boa… acho que já mencionei isso, né?

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Sendo assim, à medida que a história avança, com a preocupação da avó, pai e mãe, os filhos adolescentes aos poucos começam a sentir a preocupação da família e decidem por conta própria que é hora de ajudar, e a cada personagem que se une, a dificuldade vai se diluindo, pois a cada membro da família que aparece, novas habilidades surgem, novas habilidades de grupo ficam disponíveis e um novo sistema de combate entra em jogo.

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Não irei abordar tecnicamente todos os detalhes de cada personagem, afinal de contas, eles só ficam 100% disponíveis após determinado avanço no jogo. O que vou dizer sobre eles é apenas  por curiosidade, são 4 melees e 2 rangeds. Dentre os “porradeiros” temos espadas, adagas, marretas e a boa e velha porrada com a mão mesmo, e os rangeds são arco e flecha e bolas de fogo (muito legais por sinal).

Cada um possui um estilo de jogo único, velocidades de ataques diferentes, habilidades, e o mais legal de tudo: UMA ÁRVORE DE HABILIDADES.

Gostei de destacar a skill tree, pois os jogos ultimamente andam preguiçosos nesse quesito, falta personalização. É só olhar no “Google” que uma série de builds prontas surgem com “A MELHOR OPÇÃO”, ora, ora, a melhor opção é aquela à qual você se adapta na hora de jogar, e a árvore de habilidades propõe isso ao jogador, dando vida e autenticidade ao personagem.

Além da personalização única de cada Bergson, à medida que você avança seus pontos na build, runas são desbloqueadas automaticamente. Essas runas são para toda a família, ou seja, o jogo, de certa forma, força você a jogar com todos os personagens, com a possibilidade de habilitar essas runas que irão conectar todos da família.

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E falando em conectar personagens, outro ponto de destaque é o sistema escolhido pelo estúdio para avançar os equipamentos e status dos Bergson’s. Imaginem como seria frustante se o jogo forçasse você a jogar com 6 personagens, upar os 6 de uma vez, grindar com os 6 e etc. Com certeza eu estaria neste momento falando mal do joguinho, hehehe.

Mas os avanços são familiares, o que facilita bem a sensação de progressão no jogo. Você desce na masmorra, coleta o dinheiro (Chamado Morv) que os inimigos dropam, e mesmo morrendo e não concluindo o mapa, volta para casa e consegue melhorar armadura ou aumentar a quantidade de vida, entre outras opções, além de poder também investir em encantamentos para ganhar mais dinheiro entre outros “buffs”.

Aconselho vocês a experimentem o jogo, ele garante horas e mais horas de gameplay sem estresse. A versão avaliada foi pelo computador e não presenciei bugs, erros ou quedas de FPS.

Vale ressaltar também que o jogo possui modo coop! Não consegui testar no PC, mas a versão para console deve ser atraente para jogar com um amigo no sofá!

Children of Morta tem nota 82 no Metacritic, e desta vez não deixarei os links marotos para vocês. Joguem!!!

Abaixo deixarei alguns prints do meu avanço no jogo:

 

Até o próximo!

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